Mangás do autor Naoshi Komi

Fala galera, aqui é o Shaturanga trazendo um post sobre as obras de um autor determinado. Vamos falar sobre as obras do Naoshi Komi, um autor que está atualmente na Shounen Jump e está publicando Nisekoi.

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Resolvi fazer esse post para comentar desse autor que fez mangás e one-shots que tiveram uma certa importância para mim quando estava recomeçando a ler mangás na internet. Na Wikia de Nisekoi está presente todas as informações principais dele, a cronologia de suas obras e alguns detalhes de sua vida pessoal.  Abaixo, vocês vão ver comentários meus das obras desse autor:

Island

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Island é a primeira obra do autor Naoshi Komi e o one-shot estreou na revista Akamaru Jump (agora Jump NEXT!) em 2006. A premissa do one-shot se trata de duas garotas que moram em uma cidade murada aonde a população local vive lá há 400 anos sem ninguém sair de lá. Elas tem o sonho de sair de lá e desbravar o mundo, embora elas não saibam ainda por que ninguém tentou sair da cidade dentro dos vários séculos que as muralhas existem. Enquanto a Aira é uma garota tomboy e hiperativa que gasta o seu tempo fazendo travessuras cidade afora, a Marue é uma garota estudiosa e otimista que por incrível que pareça é a única que sabe ler em toda a cidade e também é a única que tem interesse em livros, embora tenha alguns livros que ela não poderia ler. A obra também trata de amadurecimento pessoal, pois a Aira faz 14 anos na obra e nessa idade os anciãos da cidade revelam todo o segredo daquele mundo, colocando em xeque todos os anseios e sonhos que ela alimenta durante a sua infância.

Eu não vou comentar muito desse one-shot pois eu ainda pretendo fazer uma review deste (que pode ser a última postada aqui), eu considero esse one-shot o melhor que esse autor já fez e recomendo para todos, é uma boa reflexão sobre sonhos e amadurecimento feito de uma forma leve.

Nota: 8

Koi no Kami-sama

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O segundo one-shot do autor feito em 2007 depois de Nisekoi, o one-shot conta a história do protagonista Tsuchibe Taichi, ele já leu centenas de mangas shoujo para extrair dicas de paquera para as suas tentativas de conquista que sempre dão errado pois ele é um loser sem talento nenhum (novidade). Ele tenta conquistar uma garota recém transferida chamada Kinokira Yasuko mas vários eventos azarados passam a acometê-lo e ele descobre que ela é amada por deus e ele é bastante ciumento com qualquer cara que tenta conquistá-la, resultando em vários obstáculos e riscos para ele prosseguir sua conquista.
O one-shot é cheio de clichês e é bem fraquinho tanto no romance como na arte e a única coisa que poderá agradá-lo é a comédia, que eu não achei grandes coisas. Não recomendo.
Nota: 5

Williams

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Terceiro one-shot do autor publicado no mesmo ano, a história se situa em um mundo fictício aonde se passa uma época de grandes navegações. O protagonista é um jovem rico de onze anos chamado Williams, ele é fissurado por um livro de aventuras cujo protagonista se chama Aradoff Hopkins e ele tem certeza que o livro é baseado em fatos reais, fazendo assim que ele tenha o sonho de ser um aventureiro. Assim, ele e a sua empregada particular Connie saem em busca do autor do livro e de provas de que as histórias do livro são reais, mesmo com a insistencia da Connie em fazê-lo voltar para casa e esquecer essas supostas fantasias. O one-shot contem um enredo básico de aventura, com um conflito da história consistindo na desilusão do Williams a respeito do que ele acreditava e sua conformidade com o mundo real e a conclusão da história aonde acontece uma inversão das coisas. Esse one-shot tem uma premissa bem parecida com seu one-shot anterior Island desenvolvida de uma forma diferente, que é a busca da realização dos sonhos pessoais e a inspiração necessária para influenciar outros a ampliarem seus horizontes. O papel que os adultos faziam em Island é feito aqui pela Connie, que no final acaba se convencendo de que as histórias do livro são reais e de certa forma ajuda no desenvolvimento do protagonista. É um one-shot agradável, só que não é melhor que Island por causa de sua arte piorada e a ambientação de Island que é melhor. Mas ainda assim recomendo.
Nota: 7

Personant

00_Personant_-_Capa
Logo depois de Williams, foi lançado o one-shot Personant em 2008. O one-shot dessa vez se situa em um mundo futurístico aonde existe uma tecnologia “milagrosa” chamada Personant
que consiste em uma máscara que permite várias coisa como regular a temperatura corporal, aumentar a força, a capacidade mental e melhorar a saúde do usuário, além de tornar a sua vida bem mais prática. Esse sistema também eliminou todas as desigualdades e problemas sociais daquele mundo, fazendo com que a sociedade se tornasse aparentemente perfeita. Porém, o sistema é obrigatório para toda a população implantado no usuário quando ele nasce e o sistema define tudo para ele até mesmo o seu emprego e com quem ele deve casar. Nesse cenário utópico/distópico vemos a história de Oly, uma jornalista que acaba se deparando com Damore, um “criminoso” procurado por se recusar a usar o Personant (não usar a máscara lá é atentado ao pudor, como andar pelado na rua). Durante a história vemos os dois ele não usa Personant: primeiro porque ele deseja viver de forma livre escolhendo o rumo que bem deseja para sua vida sem o controle do sistema e segundo, por que ele tem um Personant especial criado por seu pai que é o cientista criador do Personant e essa máscara é visada pelo Rui, o vilão barato raso da obra que é o gerenciador do sistema e deseja dominar o mundo controlando todas as pessoas através do sistema. O mundo criado pelo Naoshi Komi aqui é até bem bolado para um one-shot, a forma que aquele sistema funciona lembra um pouco o sistema Sybila de Psycho-Pass, o questionamento que a obra cria sobre individualidade x coletividade também é interessante. O ponto fraco da obra é o Rui que é um vilão raso com isso com uma motivação babaca de dominar o mundo. O final do one-shot é razoável embora previsível. Acabo por recomendar a obra por causa do mundo que o autor consegue criar para ela, embora tenha ressalvas em relação ao antagonista e as lutas que são fracas por causa da arte ruim.
Nota:7

 

Apple

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Quarto one-shot do autor publicado em 2009, o one-shot se trata de um cara chamado Satoshi Aramiya e ele é supostamente uma evolução da espécie humana por ter o poder de se transformar em qualquer ser vivo, desde um micróbio até um elefante. Ele leva a vida de uma forma bem livre e descontraída, vivendo sozinho e fazendo o que mais gosta mesmo com vários exércitos querendo capturá-lo para fazer ele de cobaia para experimentos. Ele vai levando a vida até chegar na sua casa um garoto gênio chamado Grimm Steward que publicou uma teoria científica de que ele era a forma final da evolução da espécie humana e ele iria salvar a Terra de uma crise que poria risco a vida no planeta. Ele acaba morando na mesma casa que ele para estudá-lo e eles passam a ser amigos. A história segue com a resolução do conflito aonde eles são perseguidos por uma tropa de elite do exército aonde o general visava alcançar o poder com a captura do Satoshi e o meteoro que iria atingir a Terra na velocidade da luz, senso necessário que o Satoshi criasse um mini buraco negro para parar o asteróide. A melhor parte do one-shot é seu início, aonde é mostrada o cotidiano dele naquela casa que ele mesmo tinha construído, ele tinha uma visão bacana da sua situação mesmo com a sua vida solitária por ser alguém excluído da sociedade por ele ser alguém diferente dos demais seres humanos. A parte aonde mostra o general dando uma gargalhada malévola e bem tosca e a parte que explica de uma forma aparentemente científica o modo que ele para o asteróide não passa de mero bullshit apenas para construir o enredo básico da história, sem relação nenhuma com a realidade. A arte aqui é medíocre e a obra em si não tem muito o que destacar. Não recomendo, embora esse one-shot não seja necessariamente ruim, apenas mediano.
Nota: 6

Double Arts.

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Double Arts foi a primeira obra serializada do autor na Shounen Jump e estreou na revista em 2007 publicado junto com Island. A premissa da obra consiste em um mundo fictício aonde a população é castigada por uma epidemia mortal chamada Troy, que é transmitida pelo toque e faz o corpo do paciente produzir veneno de uma forma que ela fica transparente aos poucos até desaparecer. Não há cura para essa doença, o único tratamento possível para amenizar os efeitos desta é fornecido pelas Irmãs, uma ordem de sacerdotisas que possuem a doença e tem uma resistência relativa a ela. Essas irmãs tem uma expectativa de vida bem curta pois elas absorvem o veneno dos pacientes para elas, fazendo que este se acumule a um ponto que faz o corpo delas entrar em colapso, fazendo-as desaparecer (como todos os pacientes que não recebem tratamento). O enredo do mangá começa contando a história da irmã Elraine, que depois de fazer um tratamento, entra em colapso por causa do excesso do veneno em seu corpo, sendo salva por um garoto chamado Kili que tem um dom especial. Logo ela percebe que o corpo do garoto tem o poder de cura da doença e outros mais, e os dois entram em uma jornada rumo ao quartel-general das irmãs visando a obtenção de uma cura para a doença. Porém, eles vão ser alvo de vários assassinos enviados pelos Gazelles, que não têm interesse que a epidemia seja combatida. Detalhe, os dois devem seguir sempre de mãos dadas pois para ela se manter viva e não entrar em colapso por causa da doença dentro dela.

Eu sempre fiquei curioso para ler este mangá pois ele foi bem comentado na internet em especial quando ele foi lançado e muitos acharam uma grande injustiça o cancelamento desse mangá na Shounen Jump, com 25 capítulos. Eu li o mangá recentemente e no seu final eu entendi porque ele foi cancelado. A ideia do mangá é realmente boa: uma doença incurável e mortal que é curada por uma ordem de sacerdotisas que buscam a cura da doença e são caçadas por inimigos misteriosos. Outra ideia boa também é que os dois tem que sempre andar de mãos dadas (parecido com os papagaios do filme Rio) e assim para não virarem alvos fáceis dos gazelas eles devem aprender a lutar juntos, incluindo assim as habilidades de dança para criar uma arte marcial do zero que só eles sabem usar. Só que o mangá cai em erros graves. Primeiro, a narrativa é muito maçante, cheia de clichês e o autor não sobre conduzir a tal de forma dinâmica ainda mais em uma revista como a Jump, que adota um sistema de morte súbita paras as séries estreantes. O autor fica apresentando um monte de personagens (uma boa parte deles desnecessários) e coloca subplots (como a irmã Heine) e não faz sentido ele colocar estes no início do mangá. Segundo, o grupo de vilões do mangá são fraquíssimos, rasos e de péssima qualidade. As lutas do mangá deixam a desejar, a arte é ruim e confusa nesses momentos e alguns vilões que são tidos como quase invencíveis são derrotados em um golpe só por um cara kung fu fodão que se torna aliado dos protagonistas. Na verdade, os únicos personagens que não foram ruins para mim foram as irmãs em geral, os outros personagens clichezentos sempre me irritavam em certos momentos da obra (como aquela sem noção da Sui, personagem totalmente desinteressante).

Aí foi fatal, o mangá foi cancelado pela Jump e o autor ficou devastado com isso(mas aí ele vacilou, né?). Assim, várias coisas ficam em aberto por causa do cancelamento, como a identidade e a motivação dos vilões e o fato de uma personagem que iria encontrá-los em uma parte da história nunca aparecer e se juntar ao grupo principal. É uma pena, pois se ele fosse um autor competente daria para fazer uma boa história que eu poderia acompanhar volumes a fio, mas sendo assim, não recomendo esse mangá

Nota: 6

Nisekoi

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Quinto one-shot do Naoshi Komi que gerou um mangá serializado na Shounen Jump, Nisekoi é a obra comercialmente mais bem sucedida do autor. O one-shot e o mangá serializado tem premissas sensivelmente diferentes e na minha opinião o one-shot é bem melhor. Nisekoi também tem uma adaptação para anime feita pelo estúdio Shaft pelo diretor Akiyuki Shinbo, aonde é adaptado o início do mangá até os capítulos da encenação de Romeu e Julieta, que é a única parte razoável do mangá (somando os capítulos da mãe da Chitoge). Em ambas as versões nós temos dois protagonistas, o Raku Ichijou, um garoto normal que é filho de um chefe de uma facção da Yakuza e a sua amiga Chitoge Kirisaki, que é filha de um gangster líder de uma máfia estrangeira chamada Beehive. Eles não se dão bem, mas mesmo assim em um ponto da obra eles tem que fingir que estão namorando para unir as duas facções e impedir que as tais briguem e detonem a cidade. No one-shot eles já são amigos de infância e eles não se entendem bem por causa de um desentendimento que tiveram quando eram mais novos. No mangá eles se “conhecem” no primeiro capitulo (embora eles já se conheciam bem antes quando eram pequenos, parecem que os personagens do mangá tem amnésia seletiva) e já se desentendem, tem mais uma personagem chamada Onodera que é a garota que o Raku gosta e que estuda junto com ele. Com o tempo, várias outras garotas entram no harém dele por serem ligadas as personagens femininas ou por já conhecerem ele na sua infância. Esse mangá já recebeu adaptação para anime e três spin-offs.

No mangá tem um mistério que move a obra (ou deveria mover) que na infância do Raku, ele conheceu uma garota que ele não se lembra o nome e eles eram grandes amigos (eu nunca vi isso antes, só que não). Quando ela foi embora, ela deixou um cadeado com ele e levou a chave dizendo que quando eles crescerem ela voltaria para abrir o cadeado e assim eles se casariam. A Chitoge e outras garotas que aparecem na obra possuem chaves similares a essa garota do passado do Raku e fica a dúvida de qual era a garota da promessa. É uma premissa simples que poderia ser concluída em poucos volumes, só que o autor fica enrolando e enrolando com fillers até o leitor dizer chega. O mangá até começa bem nos seus capítulos iniciais, mas ao chegar nos trinta capítulos o autor percebe que a chance do mangá ser cancelado se afasta e aí ele começa a enrolação sem fim. A arte do mangá é bem pobre, piorou em relação a Double Arts e Island, o autor chega ao cúmulo de colocar balões corados na obra. Todo o cenário de guerra entre as “máfias” criado no início do mangá acaba se dissolvendo com o tempo e vários capítulos aleatórios são criados. É uma pena pois eu cheguei a gostar desse mangá no início e tinha grandes expectativas com o autor por causa de Island, aguardava ansiosamente cada capítulo que saia na internet. Eu não recomendo esse mangá, dropei no capítulo 100.

Nota: 5

Assim, fico por aqui e deixo minhas impressões sobre a obra desse autor. Por enquanto, nenhum dos mangás desse autor foram licenciados no Brasil, assim deixo alguns links para vocês acompanharem as obras citadas acima.

LTF Mangás – Island

Brazil Mangás – Koi no Kami-sama

Fanservice Scanlator – Williams (one-shot) – leitura online

AION Scanlator – Personant

LTF Mangás – Apple

LTF Mangás: Double Arts

Anarchy Scans – Nisekoi

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